Não é da luz do sol que carecemos. Milenarmente a grande estrela iluminou a terra e, afinal, nós pouco aprendemos a ver. O mundo necessita ser visto sob outra luz: a luz do luar, essa claridade que cai com respeito e delicadeza. Só o luar revela o lado feminino dos seres. Só a lua revela intimidade da nossa morada terrestre. Necessitamos não do nascer do Sol. Carecemos do nascer da Terra.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
domingo, 28 de junho de 2009
A Case of You
" A case of you "
Infelizmente não consegui passar para o MilSoiseLuas aquela versão e tenho muita pena...
Aqui com James Taylor
e porque são outras vozes
que não deixam morrer
o que de melhor existe...
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Apagar...
No passar de mais um ano
queria tanto poder apagar
o dia que te levou...
Adieu
L’adieu
N’est que vérité devant Dieu
Tout le reste est lettre à écrire
À ceux qui se sont dit adieu
Quand il fallait se retenir...
L’adieu
C’est le loup blanc dans sa montagne
Et les chasseurs dans la vallée
Le soleil qui nous accompagne
Est une lune bête a pleurer
L’adieu ressemble a ces marées
Qui viendrons tout ensevelir
Les marins avec les mariées
Le passé avec l’avenir
Oh l'adieu
Oh l'adieu
Together in all these memories
I see your smile.
All the memories I hold dear.
Darling, you know I will love you
'til the end of time.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Amizade, amigos...aos amigos...
segunda-feira, 22 de junho de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
A última Colina

Urbano Tavares Rodrigues
"Deixou há muito de gostar de se ver ao espelho. E, no entanto, a imagem que ele lhe devolve, o seu espaço de estimação, quando se mira de relance na sua alta superfície irisada, junto à porta que abre para as escadas, é a de uma mulher ainda bonita, elegante de perfil quanto possível sê-lo por volta dos quarenta e cinco anos".
Começa assim "Irmã da Solidão", um dos contos do livro "A última Colina" (Edições Dom Quixote 2008).
Urbano Tavares Rodrigues é um dos nossos belíssimos contistas.
A editora está a publicar as suas obras completas, já saíram, o primeiro e o segundo volume e, para o ano, sairá o terceiro.
Ficamos melhores pessoas, depois de o ler acreditem...
Particularidade
(A pintura da capa do livro é de William Turner, e está exposta na National Gallery em Londres).
"Pavimentaram o paraíso para construir um parque de estacionamento"
É...
por vezes sinto que vivo num grande parque de estacionamento...
e vou ao reencontro dos que sempre me motivaram e inspiraram...
O milagre da música.
Um sopro de vida nos corações de quem a ouve....
Le seul Orchestre Symphonique de RDC à Kinshasa
Enviado por pollux91. - Buscar outros videos de Musica.
...e mais do que música, uma lição de vida.
terça-feira, 16 de junho de 2009
CAPI
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Lovers In The Wind
There was a time when it was hard to know
Reaching out, reaching out for somewhere to go
There was a light born on the darkest day
But no one wants to know
And no one wants to try
domingo, 7 de junho de 2009
Domingo com eleições

Carrega aqui e pinta esta música
http://soytuaire.labuat.com/
Soy tu aire é
um doce ânimo para antes do tem-de-ser...
um tem-de-ser tão sem sabor
onde as equipas que jogam deixam tanto a desejar...
tantos remates ao lado...tanta desinspiração...
mas tem-de-ser porque não gosto nem quero ser confrontada com o, está lá porque deixaste...prefiro: porque o(a) escolheste, ok? Prefiro tb ter esta hipótese de lá chegar e---------fazer o que bem entender.
Mal ou bem sou responsável por alguma coisa...
de outro modo, sinto que ando cá por ver andar os já tão escassos eléctricos...
e pronto, beijos e abraços
bom resto de fim-de-semana
e divirtam-se por um bocadinho a pintar uma canção
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Song Around the World...
When the night is come and the land is dark
And the moon is the only light we'll see
No I won't be afraid, No I won't be afraid
Just as long as you stand by me
And darling, darling
Stand by me, stand by me, stand by me
Won't you stand by me
Oh woo oh, stand by me, stand by me
And when the sky that we look upon
Should crumble and fall
And the mountain should crumble to the sea
I won't cry, I won´t cry, No I won't shed a tear
Just as long as you stand, stand by me
And darling, darling
Stand by me, stand by me, stand by me
Stand by me
Oh woo oh, you oughta stand by me, stand by me
Stand by me, stand by me, stand by me
Oh woo oh, stand by me"
O Primeiro Choro
Do Sara à Sibéria passando pela floresta amazónica as margens do Ganges ou o Japão 10 mulheres distintas vivem o nascimento dos seus filhos de forma particular e única.
Uma meditação lírica sobre o milagre da vida mas também uma crítica ao progressivo afastamento entre o ser humano e a natureza.
Belíssimo documentário
A nona Arte em Beja

na mesa de cabeceira...

1970 - Frequenta o curso para capitão em Mafra, seguindo em nova comissão para a Guiné-Bissau.
1973 - Regressa a Angola em outra comissão.
1975 - Retorna a Portugal.
1976 - Estabiliza em Viseu, onde continua a residir. Rumo a Fulacunda é a sua primeira obra literária.

Angola Terra d’Uanga é um romance.
Trata da época em que os velhos de hoje foram jovens e tinham, como é apanágio da juventude em todos os tempos, os seus próprios sonhos, as suas alegrias, tristezas, realizações, perspectivas e frustrações.
Até que, no princípio dos anos sessenta o norte de Angola foi atacado e começou a Guerra Colonial.
A juventude portuguesa viu-se de repente em armas no meio das matas africanas e não teve mais remédio que lutar, enfrentando situações e problemas para que não estava preparada, até à queda do regime.
Quando todos os sonhos pareciam possíveis, desenvolve-se em Angola um clima de guerra civil. Em Agosto e Setembro de 1975, uma ponte aérea entre Angola e Lisboa arrancou mais de meio milhão de pessoas à fome, à miséria e à morte. Angola Terra d’Uanga é a crónica de três homens que seguiram caminhos diferentes para, no fim, se encontrarem a bordo dum voo de regresso da ponte aérea.
Dime porque tienes carita de pena
Que tiene mi niña siendo santa y buena
Cuéntale a tu padre lo que a ti te pasa
Dime lo que tienes reina de mi casa
Tu madre la pobre no se donde esta
Dime lo que tienes, dime lo que tienes
Dime lo que tienes, dime la verdad
Mi niña lola, mi niña lola
Ya no tiene la carita del color de la amapola
Mi niña lola, mi niña lola
Ya no tiene la carita del color de la amapola
Tu no me ocultes tu pena
Pena de tu corazón
Cuéntame tu amargura
Pa consolártela yo
Mi niña lola, mi niña lola
Se le ha puesto la carita del color de la amapola
Mi niña lola, mi niña lola
Se le ha puesto la carita del color de la amapola
Siempre que te miro mi niña bonita
Le rezo a la virgen que esta en la ermita
Cuéntale a tu padre lo que te ha pasao
Dime si algún hombre a ti te ha engañao
Niña de mi alma no me llores mas
Dime lo que tienes, dime lo que tienes
Dime lo que tienes, dime la verdad
Mi niña lola, mi niña lola
Mientras que viva tu padre no estas en el mundo sola
Mi niña lola, mi niña lola
Mientras que viva tu padre no estas en el mundo sola
Mi niña lola, mi niña lola
Mientras que viva tu padre no estas en el mundo sola
Mi niña lola, mi niña lola
Mientras que viva tu padre no estas en el mundo sola
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Pois...
"Quer dizer, a grande vantagem de estarmos no Poder é que, para sermos empresários, não precisamos de empreender nada. A bem dizer, nem precisamos de empresas."
— Meu querido marido, escutou o noticiário?
— Não. Há novidades importantes?
— Diz o noticiário que você deixou de ser ministro.
— Afinal, eu ainda era ministro?
— Disseram que era. Não sabia?
— Tinha uma vaga idéia. Mas acho que se enganaram, também estes jornalistas divulgam cada coisa, sabe como é: jornalismo preguiçoso...
— Mas aquilo era um comunicado oficial. E disseram claramente o seu nome. Eu não fazia ideia.
Pensei que era só empresário.
— Ai é? Saí no noticiário? Mostraram a minha foto?
— Não. Mas, diga-me lá, marido, você era Ministro de quê?
— Ministro dos Assuntos Gerais. Uma coisa assim...
Já agora, você reparou se disseram quem era o novo ministro?
— É um dos anteriores vice-ministros.
— Afinal havia mais que um?
— Havia sete vice-ministros.
— Sete? Eh pá, aquilo não era um Ministério, era um Vice-Ministério.
— Fica triste, marido?
— Bom, pá, paciência. Mais importante são os meus cargos nas 15 grandes empresas.
— Ontem, no nosso jantar, você disse que eram 35...
— Minha querida, você escutou mal. Não há, no país inteiro, 35 grandes empresas. Aliás, a maior parte dos empresários de sucesso ainda anda à procura de empresas.
— Não entendo essa matemática.
— É que, no nosso país, há mais empresários que empresas.
— Trinta e cinco...
Trinta e cinco são os nossos anos de casados. E estou tão orgulhosa de si, meu ex-ministro, você foi sempre tão ambicioso...
— Ambicioso, não. Ganancioso.
— E qual é a diferença?
— O ambicioso faz coisas. O ganancioso apropria-se das coisas já feitas por outros.
— Você apropriou-se de mim que fui feita por outros.
— Isso é verdade, cara esposa. Uma coisa é verdade: vai-me fazer falta o poder.
— O poder? Não me diga que lhe está faltar o poder, marido?
— Alto lá, falo apenas do poder político. Quer dizer, a grande vantagem de estarmos no Poder é que, para sermos empresários, não precisamos de empreender nada. A bem dizer, nem precisamos de empresas.
— Mas, marido, eu também tenho empresas, você diz que colocou uma data de empresas em meu nome.
— Tem razão, minha querida. Vou usar das minhas influências e pedir para você ser nomeada Ministra.
— Eu, Ministra? Para quê?
— Que é para, a partir da agora, você abrir empresas em meu nome.
Crónica de Mia Couto, no Página Um, 9 de Abril
terça-feira, 2 de junho de 2009
Fonte

No sorriso louco das mães batem as leves
gotas de chuva. Nas amadas
caras loucas batem e batem
os dedos amarelos das candeias.
Que balouçam. Que são puras.
Gotas e candeias puras. E as mães
aproximam-se soprando os dedos frios.
Seu corpo move-se
pelo meio dos ossos filiais, pelos tendões
e órgãos mergulhados,
e as calmas mães intrínsecas sentam-se
nas cabeças filiais.
Sentam-se, e estão ali num silêncio demorado e apressado
vendo tudo,
e queimando as imagens, alimentando as imagens
enquanto o amor é cada vez mais forte.
E bate-lhes nas caras, o amor leve.
O amor feroz.
E as mães são cada vez mais belas.
Pensam os filhos que elas levitam.
Flores violentas batem nas suas pálpebras.
Elas respiram ao alto e em baixo. São
silenciosas.
E a sua cara está no meio das gotas particulares
da chuva,
em volta das candeias. No contínuo
escorrer dos filhos.
As mães são as mais altas coisas
que os filhos criam, porque se colocam
na combustão dos filhos, porque
os filhos estão como invasores dentes-de-leão
no terreno das mães.
E as mães são poços de petróleo nas palavras dos filhos,
e atiram-se, através deles, como jactos
para fora da terra.
E os filhos mergulham em escafandros no interior
de muitas águas,
e trazem as mães como polvos embrulhados nas mãos
e na agudeza de toda a sua vida.
E o filho senta-se com a sua mãe à cabeceira da mesa,
e através dele a mãe mexe aqui e ali,
nas chávenas e nos garfos.
E através da mãe o filho pensa
que nenhuma morte é possível e as águas
estão ligadas entre si
por meio da mão dele que toca a cara louca
da mãe que toca a mão pressentida do filho.
E por dentro do amor, até somente ser possível
amar tudo,
e ser possível tudo ser reencontrado por dentro do amor.
(excerto do poema «Fonte», publicado em A Colher na Boca, 1961)
Herberto Helder
Poesia Toda
Lisboa, Assírio & Alvim, 1990