Imagine...
all the people living life in peace...
Não é da luz do sol que carecemos. Milenarmente a grande estrela iluminou a terra e, afinal, nós pouco aprendemos a ver. O mundo necessita ser visto sob outra luz: a luz do luar, essa claridade que cai com respeito e delicadeza. Só o luar revela o lado feminino dos seres. Só a lua revela intimidade da nossa morada terrestre. Necessitamos não do nascer do Sol. Carecemos do nascer da Terra.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
domingo, 9 de dezembro de 2007
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Carlos Paredes
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Porque hoje me senti especialmente feliz...
Desculpa Bruno, porque partilho da mesma admiração e porque o que escreveste é lindo...roubei-te do corpo dormente
Tropeço-me de cansaço. Muito mesmo. Ainda assim, vou abrindo os olhos para ter noção do que me rodeia.
Conheci Carlos do Carmo. Para muitos isto não passará de uma frase. Para mim, são várias e várias horas de ouvidos deliciados e coração a ritmo de contrabaixo. Ter a oportunidade de conhecer pessoas que admiramos e ainda receber elogios, deixou-me pequenino, ainda mais do que o normal.
Cantou a dois metros curtissímos de mim, e ainda assim, eu estava em casa, como hoje, como sempre, a ouvi-lo.
O fado pode ser transportado por várias vozes, disso, não há sequer dúvidas. Mas só poucas, o conseguem transportar pelo filamento que nos deslumbra um baque no centro do peito.
Guardarei o dia de hoje num livro de memórias talhado a orgulho.
"...essa voz que canta a palavra e nos vem dizendo a musica...", disse José Saramago, e digo eu.
Porque hoje me senti especialmente feliz, quis partilhar com vocês.
E agora oiço Carlos do Carmo, e sorrio.
Tropeço-me de cansaço. Muito mesmo. Ainda assim, vou abrindo os olhos para ter noção do que me rodeia.
Conheci Carlos do Carmo. Para muitos isto não passará de uma frase. Para mim, são várias e várias horas de ouvidos deliciados e coração a ritmo de contrabaixo. Ter a oportunidade de conhecer pessoas que admiramos e ainda receber elogios, deixou-me pequenino, ainda mais do que o normal.
Cantou a dois metros curtissímos de mim, e ainda assim, eu estava em casa, como hoje, como sempre, a ouvi-lo.
O fado pode ser transportado por várias vozes, disso, não há sequer dúvidas. Mas só poucas, o conseguem transportar pelo filamento que nos deslumbra um baque no centro do peito.
Guardarei o dia de hoje num livro de memórias talhado a orgulho.
"...essa voz que canta a palavra e nos vem dizendo a musica...", disse José Saramago, e digo eu.
Porque hoje me senti especialmente feliz, quis partilhar com vocês.
E agora oiço Carlos do Carmo, e sorrio.
domingo, 2 de dezembro de 2007
sábado, 1 de dezembro de 2007
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Ausência
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces.
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada.
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei...
tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,
porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
MORAES, Vinícius de. ANTOLOGIA POÉTICA.
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces.
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada.
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei...
tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,
porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
MORAES, Vinícius de. ANTOLOGIA POÉTICA.
VINÍCIUS DE MORAES
Soneto da separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Soneto da separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
pelo sonho é que vamos

PELO SONHO É QUE VAMOS
Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com amesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
-Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama
Músicas do Mundo Sines





MIA COUTO
VENHO BRINCAR AQUI NO PORTUGUÊS...A LÍNGUA NOSSA,
ESSA QUE DÁ GOSTO A GENTE NAMORAR E QUE NOS FAZ A NÓS,
MOÇAMBICANOS, FICARMOS MAIS MOÇAMBIQUE"
VENHO BRINCAR AQUI NO PORTUGUÊS...A LÍNGUA NOSSA,
ESSA QUE DÁ GOSTO A GENTE NAMORAR E QUE NOS FAZ A NÓS,
MOÇAMBICANOS, FICARMOS MAIS MOÇAMBIQUE"
terça-feira, 27 de novembro de 2007

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver,
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma crítica,
mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…
(texto de autor desconhecido erradamente atribuído a Fernando Pessoa)
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
MIA COUTO
Era uma vez uma menina que
pediu ao pai que fosse apanhar a
lua para ela. O pai meteu-se num
barco e remou para longe. Quando
chegou à dobra do horizonte
pôs-se em bicos de sonhos para
alcançar as alturas. Segurou o
astro com as duas mãos, com mil
cuidados. O planeta era leve como
uma baloa.
Quando ele puxou para arrancar
aquele fruto do céu se escutou um
rebentamento. A lua se cintilhaçou
em mil estrelinhações. O mar se
encrispou, o barco se afundou, engolido
num abismo. A praia se cobriu de prata,
flocos de luar cobriram o areal. A menina
se pôs a andar ao contrário de todas
as direcções, para lá e para além,
recolhendo os pedaços lunares.Olhou
o horizonte e chamou:
-Pai!
Então, se abriu muma fenda funda,
a ferida de nascença da própria terra.
Dos lábios dessa cicatriz se derramava sangue.
A água sangrava? O sangue se aguava?
E foi assim. Essa foi a vez.
pediu ao pai que fosse apanhar a
lua para ela. O pai meteu-se num
barco e remou para longe. Quando
chegou à dobra do horizonte
pôs-se em bicos de sonhos para
alcançar as alturas. Segurou o
astro com as duas mãos, com mil
cuidados. O planeta era leve como
uma baloa.
Quando ele puxou para arrancar
aquele fruto do céu se escutou um
rebentamento. A lua se cintilhaçou
em mil estrelinhações. O mar se
encrispou, o barco se afundou, engolido
num abismo. A praia se cobriu de prata,
flocos de luar cobriram o areal. A menina
se pôs a andar ao contrário de todas
as direcções, para lá e para além,
recolhendo os pedaços lunares.Olhou
o horizonte e chamou:
-Pai!
Então, se abriu muma fenda funda,
a ferida de nascença da própria terra.
Dos lábios dessa cicatriz se derramava sangue.
A água sangrava? O sangue se aguava?
E foi assim. Essa foi a vez.
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Subscrever:
Mensagens (Atom)